"Kerrfing! Kerrfing! Amarre o alabastro! Pauling, azeite aqueles bulbos!" O olhar se arrasta agressivo, percorrendo enfileiradas cabeças suadas, oprimidas pelo silêncio. "Stanley, pederasta caolho! Onde está meu canudo!?"
Corcunda vai, corcunda vem. Reluz no breu cálido um cilindro, canudo mesmo. Vai de encontro ao capataz. Explode a ponta, preenchendo a sala com um efêmero clarão, inundando-a de um miasma polvóreo. Não era um canudo.
O silêncio se adensa, Stanley esfrega as axilas.
As cabeças hesitam, observam-se.
Outras axilas são coçadas.
Olhares se afilam.
Voltam-se à Stanley.
Este dá de ombros.
E tímido, sorri.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
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Um comentário:
Uma total revolução totalitária no template. :) I like it.
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