quarta-feira, 20 de junho de 2007


Já dizia o velho Padre Freitas “É tudo questão de termodinâmica, termodinâmica e alguma reza-brava”: Nunca entendi o que era essa reza-brava, e para dizer a verdade, a própria termodinâmica sempre me fora abstrata demais. Naquela época, era ler um pouco de Agrippa, não entender, servir-se de conhaque, ler um pouco mais, ou melhor, ler o que se lera antes, e por fim desistir para juntar uns trocados e partir para o quarteirão alegre esquecer toda aquela arenga agripposa e o não-entendimento que emanava dela. No fim, afora os cobradores do fornecedor de mercúrio que sempre batiam à porta no fim do mês com seu diálogo monossilábico e sugestivo tamborilar de dedos sobre a bainha, eu só falava com as putas e aquele padre fedorento, sempre carregando um macaco voador empalhado. Você só percebia que o mal cheiro de putrefação não vinha do macaco quando era tarde demais. Mas então, toda gente velha sempre me pareceu dotada de um odor peculiar, que não por dormir metade do dia do lado de uma vasilha repleta de merda ou tomar menos banho que o resto da família, isto é, uma vez por mês. Eles apenas estão a se decompor.

domingo, 10 de junho de 2007


O vetorial estertor de Parvati retinia no cosmo, pungente e sidéreo. Uns a ele atribuíam a ciranda dos astros, outros contradição às tradições que evocavam para assim convocar o síndico. E eu? Só desejava conserva-la em meus braços, mas seria impedido por aquela horda lanosa de ovelhas que se insinuava.



A tecnologia falha para comigo, num ímpeto revoltoso afogado eu suspiro...
A ilustração se seguiu depois. Para eternizar o momento em pixels.